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Estudo Bíblico Pastorado Feminino e Divórcio

 
As questões levantadas são polêmicas, mas não me fujo a apresentar minha opinião.
 
PASTORADO FEMININO - Até o momento, com a luz que tenho, não vejo empecilho de ordem bíblica para o pastorado feminino. Enumero alguns dos argumentos que estão no Dicionário de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia, de Normal Gesler:
1 - Homens e mulheres foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27).
2 - Todos, homens e mulheres, são um em Cristo, pois têm o mesmo Senhor (Gl 3.28).
3 - Não há distinção de sexo nos dons ministeriais apresentados na Bíblia, nem quanto aos dons espirituais (1 Co 12; 14; Rm 12), e dons do ensino (At 18.26).
4 - Deus deu dons, abençoou e usou muito as mulheres no ministério: Miriã, Débora, Hulda, Ana, Priscila, Febe (diaconisa)
5 - Muitas mulheres auxiliarem Jesus em seu ministério.
6 - Ao dizer que "as mulheres fiquem em silêncio", o apóstolo Paulo não queria dizer que elas não devessem ter ministério algum na igreja. Na mesma carta aos coríntios, ele instruiu como as mulheres deveriam orar e profetizar na igreja. Também ele disse que todos os homens deveriam em certos momentos permanecer em silêncio, quando outra pessoa estivesse ministrando a palavra (1 Co 14.28).
7 - O "silêncio das mulheres" não nega o ministério delas, mas limita sua autoridade. Paulo afirma que as mulheres não devem ter autoridade sobre o homem (1 Tm 2.12). De igual modo, depois de sua exortação às mulheres de permanecerem caladas (1 Co 14.34), ele as lembra de permanecerem "submissas". é claro, os homens também estavam debaixo de uma autoridade, e tinham de se submeter também à supremacia de Cristo sobre eles (1 Co 11.13). De fato, a prova cabal de que não há nada de degradante em se estar submisso a alguém é que Cristo, que foi Deus em carne humana, sempre é submisso ao Pai, tanto na terra como no céu (1 Co15.28). [A partir dessa exposição, é possível entender-se como um marido pode achar-se eclesiasticamente submisso à sua mulher pastora? Talvez seja possível essa compreensão, quando marido e mulher estão sob a autoridade maior e tudo é feito para glória de Deus].
 
São várias as igrejas que já admitem o pastorado feminino. Há igrejas em que as mulheres só não são detentoras oficiais do cargo, mas pregam, ensinam, lideram, administram. Está havendo uma abertura nesse sentido.
 
 
DIVÓRCIO E SEGUNDO CASAMENTO“O que Deus uniu o homem não separe". A vontade de Deus é que o casamento seja vitalício. Veja alguns trechos sobre o assunto:
1 Co 7.10: “Aos casados mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido”.
 
1 Co 7.11: “Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido, que o marido não deixe a mulher”.
 
1 Co 7.12: “Mas, aos outros digo eu, não o Senhor, se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”.
 
1 Co 7.13: E, se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe, (14) porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido”.
 
1 Co 7.15: “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se, porque nesse caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à escravidão; mas Deus chamou-nos para a paz [livre dos votos conjugais, livre para casar de novo?]”. O versículo não aponta na direção de um novo casamento.
 
1 Co 7.39: "A mulher casada está ligada pela lei o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, CONTANTO QUE SEJA NO SENHOR".
= Entendo que somente a morte abre possibilidade de novo casamento.
 
Rm 7.1: “Não sabeis vós, irmãos que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?”
 
Rm 7.2: “Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está ligada a ele pela lei, mas morto o marido, está livre”. Logo, enquanto o marido estiver vivo, há submissão.
 
Rm 7.3: “De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se unir-se a outro homem. Mas, morto o marido, está livre da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido”.
 
Rm 7.4: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressurgiu dentre os mortos...”.
 
Nota: 1) No Antigo Testamento: “Se um homem deitar-se com uma mulher casada, ambos serão mortos”. Morta a mulher, o cônjuge varão estava livre para se casar (Dt 22.22). O divórcio era permitido no caso de incontinência pré-nupcial da mulher, isto é, no caso de o marido verificar que ela não é virgem (Dt 24.1). 2) Se o marido provasse que a mulher com quem casou não era virgem, ela sofria pena de morte por apedrejamento (Dt 22.20-21).
 
Mt 19.9: “Eu vos digo, porém, que qualquer um que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição [infidelidade conjugal], e casar com outra, comete adultério, e o que casar com a repudiada também comete adultério”.
 
Jesus afirma que o divórcio é condenado; mas se a separação foi por causa de infidelidade, não há pecado. Havendo perdão do cônjuge ofendido, nada impede que continuem juntos. Esta é a vontade de Deus. No Antigo Testamento, quando havia infidelidade conjugal, o casamento era dissolvido com a execução da parte culpada (Lv 20.10; Êx 20.14; Dt 22.22). Isso deixaria o cônjuge inocente livre para casar-se de novo (Rm 7.2; 1 Co 7.39). Diz a Bíblia de Estudo Pentecostal: "Sob a Nova Aliança, os privilégios do crente não são menores. Embora o divórcio seja uma tragédia, a infidelidade conjugal é um pecado tão cruel contra o cônjuge inocente, que este tem o justo direito de pôr termo ao casamento mediante o divórcio. Neste caso, ele ou ela está livre para casar-se de novo com um crente".
 
Na verdade, o que está escrito em Mateus 19.9, em outras palavras, é que se a separação decorrer em razão de adultério, e se o cônjuge ofendido casar-se outra vez não está pecando. Assim entendo.
 
Mt 19.10: “Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar”.
 
Mt 19.11: “Disse Jesus: Nem todos podem receber este conceito, mas só aqueles a quem é concedido”. (12) Pois há eunucos que nasceram assim; outros foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem puder aceitar isto, aceite-o”.
 
Mc 5.31-32: “Também foi dito: Aquele que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade conjugal, faz que ela cometa adultério, e aquele que casar com a repudiada comete adultério”.
 
Mc 10.2-12 : É lícito ao marido repudiar sua mulher? Que vos ordenou Moisés? Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar. Jesus respondeu: Por causa da dureza do vosso coração ele vos deixou escrito esse mandamento. E serão os dois uma só carne. O que Deus ajuntou não separe o homem. Quem repudiar a sua mulher, e casar com outra, adultera contra aquela. E se “a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, adultera”.
 
Ml 2.14-15: O Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual fostes desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto. Ninguém seja desleal para com a mulher da tua mocidade. Deus aborrece o repúdio [divórcio] e aquele que encobre a violência com a sua veste. Não sejais desleais à mulher da tua mocidade”.
 
São esses os mandamentos. Todavia, Deus não leva em conta os tempos da ignorância. Um homem pode ter várias mulheres, vários casamentos e separações, mas ao aceitar Jesus todos os seus pecados são perdoados; é nova criatura, as coisas velhas ficaram no esquecimento. Dali pra frente, deve viver uma vida de obediência à vontade do Senhor.
 

O assunto requer meditação constante. Não se esgota apenas nessa exposição. Sempre temos novas perguntas a fazer.
Pr. Airton Evangelista da Costa