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Morte Súbita - Você Está Preparado


       Um filho de Deus, em plena atividade desportista, diante de milhares de pessoas e de companheiros atônitos, dobra os joelhos, curva o corpo, estende-se agonizante na grama, o coração pára, os olhos cerra e morre. A mídia noticiou com destaque o falecimento de Serginho, no Estádio do Morumbi, no dia 27 de outubro de 2004.
       Estatísticas revelam que a morte súbita ataca 24.000 pessoas a cada mês no Brasil, média de oitocentas por dia; só no Brasil. Outras fontes registram uma média de 712 casos/dia. Leiam:
"BRASÍLIA - O presidente da Federação Interamericana do Coração, Sérgio Timerman, compareceu à audiência pública sobre morte súbita, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. De acordo com Timerman, a cada dia morrem 712 pessoas no Brasil vítimas desse mal. O número equivale a 260 mil mortes por ano. Nos Estados Unidos, morrem 820 pessoas por dia por causa da morte súbita. Timerman também explicou que a morte súbita pode atingir qualquer pessoa, não tem um fator de risco claro, é, em geral, assintomática e acontece em qualquer idade. Mais de 80% das mortes súbitas acontecem dentro de casa e 95% das pessoas acometidas não conseguem chegar ao hospital. Assim, só 10% delas sobrevivem”.
       O mal, que tem nas doenças cardiovasculares a principal causa, não faz acepção de pessoas: crianças, adolescentes, jovens, mulheres e homens de qualquer idade ou nação, pobres ou ricos, pretos ou brancos, crentes ou descrentes. Dizem ainda que a morte súbita mata mais do que a AIDS e o câncer juntos.
       Esses casos nos levam a duas conclusões, pelo menos: a primeira é a de que todos, sem exceção, justos ou injustos estão sujeitos a falecer de modo repentino, em decorrência de alguma anomalia no coração ou de outra enfermidade; a segunda é a de que precisamos estar preparados para a morte, seja súbita ou não.
       Ser filho de Deus não garante perfeita saúde por toda a vida e não afasta a possibilidade de morte súbita. Tiago, ao escrever a irmãos crentes, aconselhou-os a, quando doentes, “chamar os presbíteros da igreja” (Tg 5.14). Pela observação do dia a dia e pela Palavra sabemos que os filhos de Deus, qualquer que seja o seu nível de santidade, estão sujeitos a contrair doenças. Por isso, devemos cuidar muito bem do nosso corpo. Para evitar cárie dentária, precisamos visitar periodicamente o odotonlogista; do contrário, nossos dentes apodrecem e serão extraídos; para evitar câncer de pele, o uso de protetor solar é aconselhável; para evitar surpresas desagradáveis, visita periódica ao cardiologista. Tais ações excluem a necessidade de oração? Não. Mas o cuidado com o corpo é responsabilidade de cada um. Muitas doenças decorrem de nossa negligência, de nossos excessos, de falta de prevenção. Se, apesar de nosso cuidado, surgirem enfermidades, recorramos ao nosso Pai. Nesse passo, surge a inevitável pergunta: O crente que ora e ao mesmo tempo recorre à medicina está pecando? Não, como não é pecado recorrermos ao ortopedista para correção de fratura, ou ao oftalmologista para correção de catarata. Em qualquer situação dependemos de Deus. Se for da vontade dEle, a cura poderá acontecer imediatamente, durante, antes ou depois do tratamento médico. Ainda se for da Sua vontade, a morte virá apesar das orações, dos medicamentos e das “confissões positivas”.
       Quanto à segunda conclusão, urge que coloquemos nossa casa em ordem, isto é, estejamos espiritualmente preparados para partir a qualquer hora. O rei Ezequias “fez o que era reto aos olhos do Senhor”, “confiou no Senhor e não deixou de segui-lo e de guardar seus mandamentos” (2 Rs 18.3-7). Todavia, tais virtudes não o impediram de adoecer e de ficar à morte e, ainda, de receber um duro recado de Deus:
 
“Põe a tua casa em ordem, porque morrerás” ( 2 Rs 20.1)
 
     Outra reflexão inevitável: Estou preparado? Arrependi-me de meus pecados e voltei-me para Deus? Amo verdadeiramente a Deus sobre todas as coisas e creio que Jesus é o meu Salvador pessoal?
       Muitos não estão preocupados em colocar a casa em ordem. Jesus falou a respeito da morte súbita na parábola do rico insensato que ansiava por aumentar tesouros na terra:
 
“Louco, esta noite te pedirão a tua alma” (Lc 12.20)
 
Portanto, Deus considera louco aquele que endurece o coração e rejeita o Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Autor:  Pr Airton Evangelista da Costa