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Autoestima, Autoconfiança e Autossuficiência


Estes três parâmetros de medição da capacidade humana no enfrentamento dos desafios podem influir no sucesso ou fracasso das pessoas. Muita gente vive perdendo as batalhas da vida por não saberem trabalhar com eles. E a maioria das pessoas nem sabe como escrever corretamente, dentro da norma ortográfica em vigor. Aqui está uma boa oportunidade para enriquecer o conhecimento dos nossos amigos e leitores. Tanto no sentido conceitual como no sentido bíblico. Vamos adiante:

Autoestima (sem hífen)

É o valor que uma pessoa atribui a si próprio. Não existe a palavra “baixa estima”, como falam alguns; o que existe é o nível alto ou baixo para a autoestima: note que o nível é alto (com L, ao passo que o auto da palavra autoestima é com U). A bíblia ensina que o homem bem sucedido é aquele que mantém sua autoestima sempre em alta, como está em Provérbios 24.10: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.”. Quando a ansiedade vem para tentar baixar o nível da nossa autoestima, precisamos exercer o nosso direito que está registrado em 1 Pedro 5.6,7: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”. Lembre-se: o homem precisa se humilhar somente para Deus, porque assim, serão exaltados. A autoestima é fruto da fé e da confiança que temos em Deus. O homem (ou mulher) que confia em Deus, nunca duvida que vai vencer o desafio. Deus é capaz de revirar o mundo pelo avesso só para ver o seu fiel comemorar vitória.

Autoconfiança (também não tem hífen)

Também está relacionado com o valor que uma pessoa atribui a si próprio, com a diferença que a autoconfiança está sempre em alta. Uma pessoa autoconfiante é capaz de passar por cima de qualquer obstáculo, sem respeitar regras de ética ou disciplina. É o tipo que gosta de levar vantagem em tudo e sempre se acha superior aos outros. A pessoa autoconfiante não conhece derrota, ou melhor, quando a conhece descobre que a queda foi mais dolorosa do que devia. Biblicamente, a autoconfiança leva a pessoa a viver debaixo de maldição, como está em Jeremias 48.10: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!”. Note que a maldição não é para quem confia no OUTRO homem, mas para o que confia no seu próprio braço. É a autoconfiança que faz gigantes caírem diante de pequenos. Foi assim que Golias se reportou a Davi, debochando, enquanto Davi disse: “eu vou contra ti em nome do Senhor!”. Deu no que deu. Sempre que a nossa autoestima crescer tanto até virar autoconfiança, precisamos entrar na presença do Senhor e pedir que Ele nos ajude a recompor a condição de humildade e respeito. Ou então procurarmos desafios mais complexos, onde possamos disputar em igualdade de condições com os demais competidores.

Autossuficiência (além de não ter hífen, ainda duplica o S)

A autossuficiência é o estado onde o homem dispõe de tudo que precisa e parece não precisar de mais nada. Acontece quando a pessoa é tão poderosa, mas tão poderosa, que parece que não há desafio que não possa vencer. Ou tão rica, mas tão rica, que não há nada que não possa comprar. Uma pessoa autossuficiente não precisa receber carinho da pessoa amada, pois seus bajuladores já o enchem de carinho (ainda que interessadamente).

O problema do autossuficiente é que um dia ele começa a achar que se iguala a Deus. Aí, a casa cai. Lembra do TITANIC, que nem Deus poderia afundá-lo? E John Lennon, que era mais famoso que Jesus Cristo?

Se Deus já não aceita a autoconfiança, quem dirá a autossuficiência! Para não dizer que ninguém o enganou, o homem autossuficiente pode encontrar na bíblia: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” – Provérbios 16.18. Daí, eu aprendo que: “Melhor é o pouco com o temor do SENHOR, do que um grande tesouro onde há inquietação”. Provébios 15.16.
 
Autor: Pr. Carlos Ribeiro