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Estudo Bíblico Os Livros da Bíblia

 
A Bíblia toda tem 66 livros, escritos por pessoas que viveram nas épocas mais diversas e de costumes diferentes, desconhecendo, muitas vezes, umas às outras, mas todas inspiradas por Deus, seguindo a sua orientação, apresentando a revelação gradativa de Deus aos homens. Deus não anulou as características pessoais de cada escritor, não aniquilou o coeficiente pessoal de cada um deles. Usou cada escritor com sua própria personalidade, para, por meio deles, transmitir o seu recado aos homens. Os livros da Bíblia se dividem em livros do Velho Testamento e do Novo Testamento.
 
Velho Testamento
Dos 66 livros da Bíblia, 39 compõe o Velho Testamento. Mais de 1000 anos se passaram até que o Velho Testamento fosse todo escrito. É chamado Velho Testamento por incluir o primeiro concerto ou pacto que Deus fez com os homens. Os livros do Velho Testamento são divididos em: 1-Livros da Lei; 2-Livros Históricos; 3-Livros Poéticos; e 4-Livros Proféticos.
Os Livros da Lei também formam o Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, narrando a criação - o começo de tudo, a escolha de um povo, sua escravidão e libertação, peregrinação no deserto, a Lei dada por Deus, a organização do culto, o censo do povo, a repetição da Lei, até a morte do grande líder Moisés.
 
Os Livros Históricos narram a história do povo de Israel. No de Josué estão os acontecimentos no período da liderança do sucessor de Moisés. A seguir, vêm os Juízes, cuja história está no livro do mesmo nome. O livro de Rute é uma história linda, mostrando um aspecto da vida e da situação da época. Os feitos do grande juíz, profeta e sacerdote Samuel, estão nos dois livros com o seu nome. A seguir o povo decide ser governado por rei, ser uma monarquia, e vem a história do período dos Reis nos dois livros com o mesmo nome. Os livros das Crônicas narram os acontecimentos cronologicamente, repetindo algo da narrativa dos livros dos Reis. Esdras e Neemias são dois líderes que se interessam pelo povo e contribuem para a sua volta do cativeiro. O livro de Ester mostra um aspecto do cativeiro do povo.
 
Os Livros Poéticos apresentam a poesia hebraica. O de Jó aborda o problema do sofrimento. No livro dos Salmos temos o hinário do povo, sendo que muitos são da autoria de Davi, um dos grandes reis daquele tempo. O livro dos Provérbios agrupa os provérbios de Salomão, filho de Davi, afamado pela sua sabedoria. O livro de Eclesiastes ou da Sabedoria é também atribuído a Salomão. Os Cantares ou Cânticos, em linguagem simples e sem qualquer malícia para a época, narram o idílio de dois noivos, como alegoria da felicidade conjugal, da fidelidade que Deus espera do seu povo e, profeticamente, da relação de Cristo com o seu povo.
 
Os Livros Proféticos são divididos em Maiores e Menores. São as profecias de homens escolhidos por Deus, para em Seu Nome falarem ao povo, anunciando a Sua vontade e contendo o elemento da predição do futuro. Os Maiores são 4: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Após o livro de Jeremias, temos o das Lamentações de Jeremias. Os profetas menores são 12: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Os ensinos dos profetas e a mensagm de Deus que apresentam., ainda que dados principalmente para a época contemporânea dos mesmos contêm lições profundas para todos os tempos.
 

Novo Testamento
O Novo Testamento é a parte da Bíblia que tem um significado muito grande para os cristãos. É nele que encontramos o início, o desenvolvimento e a orientação do cristianismo. Acredita-se que 20 ou 25 anos depois da morte de Jesus ainda não havia nenhum dos livros do Novo Testamento; após quatrocentos anos, a sua estrutura já estava completa. É composto de 27 livros, escritos por vários autores, entre os quais se destaca o apóstolo Paulo, que, só ele, escreveu 13 livros.
 
Os quatro Evangelhos compõem a primeira parte do Novo Testamento. Narram a vida de Jesus, cada qual tendo um objetivo em mente e ressaltando aspectos diversos dos eventos. Mateus, antes de se encontrar com Jesus, era publicano; Marcos teria sido cidadão romano; Lucas é o "amado médico" de Paulo; e João é um dos apóstolos de Jesus. Se encaixarmos os evangelhos uns nos outros, teremos uma seqüencia agradável e harmoniosa.
 
A segunda parte importante do Novo Testamento é o livro de Atos dos Apóstolos. Também escrito por Lucas, é a narrativa dos atos dos apóstolos, conforme o próprio título sugere. Narra o desenvolvimento do cristianismo após a ascenção de Jesus, bem como as primeiras perseguições. Surgem, entre outras, as figuras de Pedro e Paulo, inclusive a conversão deste e a obra por ele realizada.
 
A seguir, vêm as Cartas Paulinas, escritas a igrejas de diversos lugares e a algumas pessoas. Podem ser tomadas como a interpretação dos ensinos de Jesus e a sua aplicação prática à vida dos cristãos. Nelas, o grande Paulo combate heresias, defende a sã doutrina e afirma a posição cristã no meio do mundo. Não devemos colocar o apóstolo Paulo no pedestal de um deus, pois ele não o é. Mas é com profunda admiração que lemos as suas cartas e recebermos as orientações que, Deus envia por sua instumentalidade. São elas: aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito e a Filemom.
 
As Cartas Gerais, Católicas ou Universais, são de grande importância. Tiago, irmão de Jesus, aponta o lugar das obras cristãs como evidência da fé cristã. As duas cartas de Pedro foram escritas pelo apóstolo de Jesus. As três cartas de João transbordam de amor. O seu autor é o mesmo do Evangelho Segundo João. A carta de Judas não é do Judas traidor, e sim, do Judas irmão de Tiago e de Jesus (Judas 1 e Marcos 6:3).
 
A Carta aos Hebreus aponta o cristianismo como superior ao judaísmo. Poderíamos resumir o seu conteúdo em "Cristo é Melhor". Até hoje não se sabe quem foi o autor dessa carta, uma das mais importantes para a vida do cristão. O livro de Apocalipse, o último na seqüencia do Novo Testamento, é interessante, difícil e mui incompreendido. A palavra "Apocalipse" deriva de "descobrir", "tirar o véu", "revelar". Daí também o nome de "Livro da Revelação". Escrito pelo apóstolo João (o mesmo do Evangelho e das três cartas) numa época de dura perseguição aos cristãos, apresenta, muitas vezes, linguagem cifrada e de difícil compreensão para nós. A sua mensagem, para os crentes primitivos, era clara e apontava a vitória final do Cordeiro de Deus (Cristo Jesus). Sua leitura é de inspiração e confiança em Deus.
 

Livros Apócrifos
São aqueles encontrados em adição aos livros reconhecidos como inspirados pelos próprios hebreus. Acham-se na Vulgata Latina. Não eram considerados inspirados por Deus, já na época da formação dos livros do Velho Testamento, e o fato de narrarem, às vezes, cenas até jocosas e de apresentarem ensinos condenados pela Bíblia em seu todo, o seu conteúdo os coloca na categoria de livros úteis histórica e literariamente, mas sem proveito espiritual para os leitores. São chamados apócrifos ou espúrios.
 
Autor:  Pr Celso Ribeiro