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Árvores da Bíblia e o Fim do Tempos


          O último domingo (11) oferecia uma tarde ensolarada e a linda praia de Búzios (RJ) aos passageiros a bordo do navio MSC Orchestra. Mesmo com esse paraíso de Deus à disposição, o teatro (Convent Garden Theater) do cruzeiro marítimo estava lotado de pessoas interessadas em ouvir a palestra do Professor do Instituto Bíblico de Jerusalém (JBI), Gershon Nerel, - o primeiro convidado internacional a falar no Congresso no Navio.
         Com a ajuda do pastor Luiz Sayão (líder da igreja Batista das Nações Unidas) para a tradução simultânea, Gershon orou em hebraico e palestrou em inglês.
         O professor começou sua ministração falando a respeito de três árvores, dentre muitas outras, que são citadas na Bíblia. Duas por meio de parábolas - a figueira e a oliveira - e a terceira utilizando seu significado espiritual - a Árvore da Vida: "É necessário prestar atenção nessas três árvores como uma trilogia. Na Palavra elas são mencionadas independentemente, mas aqui eu quero relacioná-las".

Primeira árvore: Figueira

         A parábola da figueira narrada por Jesus em Mateus 24:32 fala do desabrochamento das folhas da árvore, indicando o verão. Segundo o professor Gershon Nerel, esse texto ilustra o desabrochar de uma nova fase do povo em busca da Terra Prometida.
         Como em Mateus 24, onde Jesus afirma que a nação israelita será odiada por causa de Seu nome, Gershon fez um paralelo com o contexto atual do País: "Devido ao seu crescimento, Israel é cada vez mais importante para a agenda global. Ainda que devagar, o país vem se tornando uma pedra de tropeço para todos os povos". E continuou: "Eu acredito que a profecia do Armageddon está ligada ao conflito nuclear. As nações lutando contra Israel".
         Ainda de acordo com a análise do professor sobre a parábola, a figueira representaria a proximidade da vinda de Jesus. "Como já mencionei, no livro de Mateus, capítulo 24, é falado dos ramos e folhas novas das figueiras que anunciam a chegada do verão. A palavra Kaitz, em hebraico, significa verão e tem uma proximidade fonética com a palavra Ketz que quer dizer 'fim'. Assim, devemos perceber os sinais do fim dos tempos, como as folhas indicam a chegada do verão, e estarmos preparados para esse momento".
         De acordo com Nerel, a figueira refere-se então ao processo moderno de renascimento de Israel como Terra Prometida no sentido nacional, territorial, político e cultural.

Segunda árvore: Oliveira

         O professor explicou que a parábola da oliveira está relacionada à salvação dos judeus e dos gentios, pois ela consiste no perdão de Deus e no acolhimento divino daqueles que pecaram e se arrependeram.
         Em Romanos 11:11, Paulo fala que por causa da transgressão do povo de Israel, veio a salvação para os gentios. Na análise do professor, a Oliveira natural é a nação de Israel, e os galhos selvagens, que serão enxertados nessa Oliveira, as outras nações. Juntas, elas formarão a "Nova Oliveira" - ambos os povos terão uma fé comum sobre os planos de Deus.
         "As nações devem se lembrar que estão fixadas em Israel. A fonte de toda essa palavra está ligada a Jesus", afirmou o professor sobre a importância de seu país. E acrescentou: "Israel ainda permanece como a menina dos olhos de Deus".
         Na mesma parábola, há também a menção dos ramos que foram quebrados e serão enxertados novamente: a Oliveira primitiva. Para Gershon Nerel , este trecho associa-se aos judeus ortodoxos que já fizeram parte da Oliveira, pois são o povo de Israel, no entanto, ao não acreditarem em Jesus, seus galhos foram quebrados da árvore. Todavia, o texto bíblico também relata que os galhos cortados também poderão fazer parte novamente da Oliveira.
         Em entrevista ao portal guiame.com.br, quando perguntado se na volta de Jesus Cristo os judeus ortodoxos também receberiam salvação, o professor respondeu: "Eu acredito que todos os judeus poderão ser salvos quando Yeshua (Jesus) voltar. O profeta Joel diz que aquele que chamar o nome do Senhor será salvo. Qualquer pessoa que chamar o nome do Senhor".
         E essa declaração reforça o que Gershon disse em palestra: "Israel ainda tem uma papel único para com as nações. Ainda tem características únicas devido à aliança com Deus. Se vocês foram enxertados na Oliveira natural, quantos ramos naturais ainda serão enxertados novamente. Isso se eles não permanecerem na sua incredulidade".
         A parábola da Oliveira representa o reavivamento espiritual de Israel como nação. Atualmente, já existem judeus crentes em Jesus (são chamados de judeus messiânicos).

Terceira árvore: Árvore da Vida

         "Ela é a base fundamental, pois aparece no começo (Gênesis) e no fim da bíblia (Apocalipse)", falou o professor Gershon Nerel. "A Árvore da Vida é a bênção que está ligada com a vida eterna. Por isso, o Apocalipse é um livro que fala de vida e não de morte, como muitos pensam", continuou.
         Na opinião do professor, a terceira árvore citada é a mais importante. Na opinião dele, porque não trata-se de parábola, mas de um acontecimento bíblico. Segundo, porque representa o clímax do futuro. Todos os que acreditam em Jesus esperam compartilhar da Árvore da Vida.
         Ainda de acordo com o professor, a salvação encontrada nas parábolas da Figueira e da Oliveira serve apenas como instrumento para chegarmos a terceira árvore.
         "Mas somente aqueles que vencerem e se mantiverem no caminho estreito e justo terão acesso à Árvore da Vida", apontou Gershon Nerel. "Para alcançar o objetivo de sentar a mesma mesa de Jesus para ceiar, tem que ser santo", reiterou.

Autor: Débora Padoin Malv
Fonte: www.guiame.com.br