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Esboço A Oferta Que Agrada ao Senhor


       A Bíblia nos mostra que não podemos esconder nada diante dos olhos do Senhor e que nada fica oculto que não venha a ser revelado.
 
“Porque nada há encoberto que haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto”  (Marcos 4:22).

“E não há criatura alguma encoberto diante Dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”   (Hebreus 4:13)

       Podemos enganar facilmente as pessoas que estão ao nosso redor com a nossa aparência ou então fingindo ser o que na verdade não somos, mas ao Deus Todo Poderoso não conseguimos enganar.
 
“Porém o Senhor disse a Samuel... Porque o Senhor não vê como o homem vê. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”   (1Samuel 16:7).
 
       Nem a ciência com toda sua tecnologia avançada, consegue enxergar no homem o que só o Deus onisciente consegue enxergar (Ele discerne os pensamentos e intenções do coração).
       Sabemos que o Senhor não está à procura de pessoas religiosas (católicos, espíritas, budista, ‘evangélicos’ e etc.) e nem está atrás de ‘denominações de igrejas’, mais sim de pessoas que são verdadeiros adoradores.
 
“... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adoram”   (João 4:23).

       Ser um verdadeiro adorador inclui em ter uma vida de reverência, temor, sinceridade, gratidão a Deus e buscá-lo de verdade (sem hipocrisia), ou seja, de todo o nosso coração.

“Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor”   (Jeremias 29:13-14a).

       A Palavra de Deus nos fala de dois filhos de Adão e Eva; Caim e Abel. Caim era lavrador de terra e Abel era pastor de ovelhas. Certa vez, ambos levaram uma oferta ao Senhor expressando ações de graças.
 
“... Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor... E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura”   (Gênesis 4:3-4).

       O interessante é que eles tinham a mesma intenção de ofertar ao Senhor. Mas o Senhor diferenciou suas ofertas. Ele colocou as ofertas em sua balança de precisão, onde ninguém e em lugar nenhum consegue enganá-lo. E uma teve o peso certo e a outra ficou em falta.
       “Pesado foste na balança...”(Daniel 5:27).
       A oferta de Abel foi agradável aos olhos do Senhor, pois estava no peso certo, mas a oferta de Caim não estava no peso certo e por isso não agradou ao Senhor.

“... e atentou o Senhor para Abel e para sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não o atentou”   (Gênesis 4:4-5).

       Sabemos que o Senhor não faz acepção de pessoas. Somos todos iguais perante Ele (rico, pobre, negro, branco, etc.)

“Quando menos Àquele que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima ao rico mais do que ao pobre, porque todos são obras de suas mãos”    (Jó 34:19).
“Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas”   (Atos 10:34).

       Então porque Ele aceitou a oferta de Abel e não aceitou a oferta de Caim? Já que Ele não faz acepção de pessoas.
       Em Gênesis 4:7, o Senhor fala para Caim que se ele fizesse coisas agradáveis, Ele aceitaria a sua oferta, mas as suas obras eram más (havia maldade em seu coração), ou seja, praticava coisas que não agradavam ao Senhor.
       Uma prova de que as obras de Caim eram más, é que mais adiante, ele teve a audácia e a frieza de matar o seu próprio irmão porque o Senhor rejeitou a sua oferta e aceitou a de seu irmão (Gênesis 4:8 – 1João 3:12).
       Esse é um dos motivos que o Senhor não aceitou a sua oferta. A questão em si não é a oferta, mas sim o que procedia de dentro do seu coração.

Como é que está o nosso coração perante o Senhor?


“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida”    (Provérbios 4:23).

       Caim achava que mesmo vivendo sem temor, sem santificação, andando segundo o seu querer, poderia ofertar e louvar ao Senhor. E vivendo desse jeito, ainda queria que o Senhor atentasse para sua oferta.
       A Palavra nos diz que com Deus não se brinca, nem se zomba e o que plantarmos, com toda certeza vamos colher (Gálatas 6:7).
       E que não podemos coxear entre dois pensamentos (1Reis 18:21), ou seja, ter o coração dividido entre as coisas do mundo (sistema regido por satanás) e as coisas de Deus. Uma hora que agradar a Deus, outra hora quer agradar o mundo.

“O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos”    (Tiago 1:8)

       E Deus, pela sua misericórdia, fez um alerta para Caim que o pecado estava bem perto dele e pronto para tragá-lo, mas cabia a ele dominá-lo. Pois Deus criou o homem para dominar e não para ser dominado (Gênesis 1:26).

“...o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás”   (Gênesis 4:7b)

       Isso também serve de um alerta para nós vigiarmos a cada instante da nossa vida. Pois corremos o perigo de sermos sufocados, atraídos ou seduzidos pelas coisas mundanas. E o próprio apóstolo Paulo nos alertou sobre isso:

“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”   (1Coríntios 10:12)

       Deus retrata o pecado como uma força tentadora que está sempre nos rodeando e cabe a nós resisti-lo (domínio próprio). A escolha de ceder ou vencer o pecado é nossa.
Quando nos submetemos ao Senhor e a tua Palavra, Ele nos concede “graça” suficiente para vencermos o pecado e sendo assim ele não terá domínio sobre nós.

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça”    (Romanos 6:14)

       Uma coisa é pecar e outra coisa é viver na pratica do pecado. Sabemos que todos nós somos pecadores.

“Se dissermos que não temos pecados, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”    (1João 1:8)

       Quando pecamos contra o Senhor e chegamos a Ele com um coração verdadeiramente arrependido, Ele não apenas perdoa nossos pecados como também nos purifica (nos limpa pela Palavra). E o melhor disso tudo é que não lembra mais de nossos pecados.

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”    (1João 1:9).
“Eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não lembro mais”    (Isaías 43:25).

       Olhe bem! O Senhor não está à procura de pessoas perfeitas, pois Ele sabe que não irá encontrar, mas Ele está procurando pessoas sinceras (que não apresentam disfarce).

“Quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu Santo monte? Aquele que anda em sinceridade...”    (Salmos 15:1-2).

       O Senhor Jesus disse que não nos chamaria mais de servos, mais sim de amigos (João 15:15) e sabemos que verdadeiros amigos cultivam uma amizade sincera, transparente, de confiança, divide segredos, não esconde nada um do outro, e é esse o tipo de relacionamento que o Senhor quer ter conosco. O Senhor quer ser o nosso melhor amigo.
       Quando reconhecemos nossos pecados e chegamos com sinceridade na presença do Senhor, Ele recebe a nossa oração, a nossa oferta e a nossa adoração. Que sejamos sinceros na presença do todo poderoso.
       Semelhante a Caim, o povo de Israel pensava que podiam ofertar ao Senhor de qualquer jeito, vivendo como Sodoma e Gomorra, e veja o que eles escutaram do Senhor.

“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos... Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? Não tragais mais ofertas debalde; o incenso é para mim abominação... não posso suportar iniqüidade... as vossas solenidades aborrecem a minha alma; já me são pesadas... Pelo que quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.”    (Isaías 1:11-15).

    A oferta, a oração e a adoração são abomináveis ao Senhor se não tivermos um coração purificado pela Palavra e com uma vida de santidade (longe do pecado e mais perto de Deus). Lembre-se, Deus não se deixa escarnecer.
       Já a oferta de Abel foi aceita, porque ele agradava ao Senhor com seu jeito de viver, tinha uma vida de retidão e de temor do Senhor.
       Que o nosso coração esteja no peso ideal e agradável, para que as nossas ofertas, orações e louvores sejam aceitos pelo Todo Poderoso Deus.
       E sendo assim, escutaremos do Senhor:  “Em ti me tenho comprazido”.


Autor:  Anderson Leite
Membro da Igreja do Evangelho Quadrangular - Juiz de Fora - MG